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Sexta-feira, 29 de Março de 2019, 10h:14 - A | A

PREVENIR É MELHOR

Tecnologia é aliada na prevenção do câncer de intestino, diz especialista

O alerta é do gastroenterologista Roberto Barreto, da clínica Vida Diagnóstico e Saúde

Sandra Carvalho
Assessoria de Imprensa

Assessoria / Imprensa

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A tecnologia é grande aliada quando o assunto é prevenção e diagnóstico do câncer de intestino. O exame indicado para qualquer suspeita relacionada à doença, de acordo com o médico gastroenterologista Roberto Carlos Fraife Barreto, é a colonoscopia.

“O procedimento permite a visualização completa do intestino grosso e do reto, diagnosticando possíveis tumores, sejam eles benignos ou malignos”, informa o especialista, que é presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva em Mato Grosso (Sobed-MT), diretor técnico do Centro de Endoscopia Cuiabá (CEC) e médico na clínica Vida Diagnóstico e Saúde, em Várzea Grande.

O Dr. Roberto Barreto cita estudo realizado por pesquisadores do Massachusetts General Hospital Gastrointestinal Unit que revelou que a realização da colonoscopia a cada 10 anos a partir dos 50 anos de idade pode reduzir em até 40% o risco de desenvolvimento do câncer.

a realização da colonoscopia a cada 10 anos a partir dos 50 anos de idade pode reduzir em até 40% o risco de desenvolvimento do câncer

Tal eficácia, segundo o médico, tornou o procedimento mais acessível e simplificado.

“Com o procedimento, nós conseguimos identificar pólipos e retirá-los no ato do exame, evitando assim a degeneração posterior. Atualmente o diagnóstico tem se tornado mais preciso graças à colonoscópios de altíssima definição e com a magnificação de imagens”, observa o especialista.

O gastroenterologista explica que o exame é realizado via retal, com o paciente sedado e dura, em média, de 20 minutos a uma hora. Um aparelho de fibra ótica permite a visualização completa do reto e do cólon. Essa visualização ocorre através de uma câmera inserida na extremidade do colonoscópio, cuja imagem é enviada para um monitor, permitindo assim, a análise simultânea do interior do cólon.

“Apesar de não ser nenhuma novidade para os médicos, que já alertavam sobre os riscos de uma alimentação rica em gordura animal e pobre em fibras, os índices da doença ainda assustam”, pontua Dr. Roberto Barreto.

 

Com uma estimativa de 36 mil novos casos no Brasil em 2019, o câncer de intestino é silencioso e assintomático. Ainda de acordo com os dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 43% dos casos da doença podem levar à morte, número considerado bastante pelo especialista.   “E como o paciente muitas vezes não tem indícios da doença, ela passa despercebida, resultando em um câncer agressivo e mais difícil de ser tratado”. O médico explica que a razão disso, é que antes de se tornar um câncer de fato, a doença surge como um pólipo intestinal, uma espécie de lesão benigna, que deve ser retirado para evitar seu crescimento e degeneração.  

Os pólipos são formações que podem ser encontradas sob a mucosa do intestino, especialmente a partir dos 50 anos de idade. Seu crescimento é lento, pode levar aproximadamente 10 anos para degenerar-se em um câncer. Alguns históricos de predisposição ao câncer de cólon ou a formação de pólipos são fatores de risco que levam à necessidade de retirada desse material.  

Excelência

A clínica Vida Diagnóstico e Saúde é a primeira instituição de medicina diagnóstica do país a receber a certificação do Programa Nacional de Qualidade (PNQ) do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). A Vida Imagem, setor de radiologia da clínica, também conquistou em 2019 o certificado Diamante da Unimed Cuiabá.  

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