Sexta-feira, 24 de Maio de 2019


Sábado, 27 de Abril de 2019, 22h:44 - A | A

FALTA DE UTI

Criança de um ano morre por falta de UTI Pediátrica; é o 2° caso em uma semana

“Existem falhas estruturais gritantes na saúde que estão ocasionando a morte de crianças”, aponta defensor

O Livre
Mayla Miranda

A Bronca Popular/Ilustração

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Uma criança de um ano e dois meses morreu na madrugada deste sábado (27), à espera de uma UTI, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Sinop (a 500 km de Cuiabá). A menina chegou por volta das 11h50 nesta sexta-feira (26), com quadro de tosse seca, dificuldade de respirar e febre.

Segundo o defensor Gustavo Dias, imediatamente iniciou-se a procura por uma vaga em UTI pediátrica, mas a menina não resistiu, até que fosse encontrada uma unidade com leito disponível.

“Devido a gravidade, no inicio da madrugada entramos com uma liminar solicitando vaga, mas infelizmente não houve tempo. A criança acabou tendo uma parada e faleceu”, relatou o defenso. Ele declara que este, que já é o segundo caso na mesma semana, “escancara a falta de estrutura de saúde em Sinop, para atendimentos desse tipo”.

De acordo com o defensor, uma das maiores dificuldades que pacientes vêm encontrando é o desafio de se encontrar leito para transferência imediata. “Na UPA, os funcionários fazem tudo que dá para fazer, com os insumos e recursos que eles têm à disposição. O grande problema é que a unidade não tem a tecnologia necessária para atender pessoas que precisam de uma atenção específica, como de permanência em UTI”.

Recorrência

Em cinco dias essa é a 2° criança que morre em Sinop por falta de vaga em UTI. Na madrugada de terça-feira (23), uma criança indígena de 27 dias de nascimento também morreu à espera de uma UTI NEO Natal.

À época, mesmo com uma liminar – expedida no dia 10 de abril – que obrigava a imediata colocação da paciente Milena Kaiabi em vaga de leito de UTI, a pequena  acabou não recebendo o atendimento necessário.

“Infelizmente nesse curto período de tempo podemos ver que existem falhas estruturais gritantes. Essas falhas estão ocasionando a morte de crianças, idosos, pessoas de todas as idades, que precisam de um tratamento mais intenso e não tem condições de buscar na rede privada. Essas pessoas estão sofrendo por conta dessa deficiência em Sinop”, concluiu.

O outro lado

A assessoria da Secretaria de Estado de Saúde enviou uma nota de esclarecimento:

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) reconhece que há déficit de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Mato Grosso, não somente na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), como também na rede de saúde particular; sendo esse um problema nacional e não específico apenas de Mato Grosso.

A paciente em questão foi regulada à Central de Regulação na última sexta-feira (26), às 16h15, vindo a óbito com menos de 24h de espera por um leito de UTI Pediátrica. O órgão estadual ainda enfatiza que trabalhou na busca pela viabilização de uma vaga de UTI, da mesma forma que está empenhada na resolução de outros casos em Mato Grosso.

Ascom | SES-MT

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