Quarta-feira, 19 de Junho de 2019


Domingo, 09 de Junho de 2019, 16h:29 - A | A

Noroeste de MT

Se o governo não pode atender as demandas de Colniza, que entregue o município a Rondônia

EDÉSIO ADORNO
Da Editoria de Política

Edésio Adorno/A Bronca Popular

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A população de Guariba, distrito de Colniza, relembra a história de fundação do vilarejo, avalia o futuro e reclama da situação de completo abandono a que foi relegada pelos governos federal e estadual.  

Infelizmente, a renhida luta do Movimento Avante Guariba em defesa da emancipação político-administrativo da cidade, por enquanto, não passa de uma miragem distante.   O grito daquela gente por socorro não repercute nas instâncias do poder político do estado. A maioria dos deputados estaduais sequer sabe localizar Guariba no mapa.  

Colniza se tornou conhecida nacionalmente por fatos isolados de grilagem de terras, pistolagem, assassinatos ocorridos na efervescência de conflitos fundiários. Até a execução de um prefeito, por motivação ainda não totalmente esclarecida, ajudou construir a falsa fama de cidade sem lei, onde impera a lei da carabina.  

Alheio a tudo isso, o povo de Colniza e, em particular do distrito de Guariba, reivindica apenas o direito de trabalhar, de produzir riquezas e de gerar emprego e renda para sua gente. E a lógica é simples: se a região se desenvolve, o governo arrecada mais impostos.  

Viver no abandono não é uma condenação imposta pela incúria dos governantes apenas ao distrito de Guariba. A vila de Guatá, distante 93Km de Machadinho do Oeste/RO, sequer tem energia elétrica. Grupos geradores movidos a diesel fornecem energia para o funcionamento do comercio, da indústria madeireira e garantem o mínimo de conforto a quem pode pagar por essa fonte de eletricidade.  

Sem a presença do governo de Mato Grosso, Colniza desenvolveu forte ligação com o Estado de Rondônia. O distrito de Guariba fica 270Km distante de Machadinho do Oeste. O trecho crítico, no entanto, fica em solo mato-grossense. A vila de Guatá fica 170Km de distância de Guariba. A prefeitura até que tenta, mas não consegue fazer, com recursos próprios, a manutenção da rodovia MT-206.  

A região das três fronteiras está desprotegida. Um caminho aberto para o tráfico de drogas, sonegação fiscal e contrabando. O governo do estado precisa assumir o controle efetivo do noroeste do estado, antes que o descontentamento das populações de Guatá e Guariba impulsionem o latente desejo de integrar aquele pedaço esquecido de Mato Grosso ao promissor Estado de Rondônia.  

“Tem muita gente que gostaria que isso acontecesse. Prefiro acreditar no governo Mauro e Pivetta. Não vejo viabilidade nesse projeto. É apenas um desejo ou uma forma de protestar contra a situação de abandono que enfrentamos”, argumenta o empresário Adércio José de Oliveira, mais conhecido como “Comando”.  

O ativista do Movimento Avante Guariba destaca que Colniza tem um rebanho bovino de mais de 420 mil cabeças de gado, segundo o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). Comando acrescenta que, além da produção de carne, a indústria madeireira, a cafeicultura, a produção mineral e o comercio formam a base da economia do município.

Ele acredita que o cultivo da soja e do milho possa descortinar um futuro promissor para a região. O distrito de Guariba está muito perto da BR-364, em Ariquemes/RO, também está próximo dos portos de Rondônia e do Amazonas. E o que é mais interessante:  pode exportar seus produtos para o mercado mundial (Ásia, Europa, USA).

O Porto peruano de Ilo, no Oceano Pacifico, está pronto para receber as commodities brasileiras e bolivianas. Essa é a rota da redenção econômica para o noroeste de MT, muito particularmente para Colniza.   

“Não precisamos anexar Guariba e Guatá ao estado de Rondônia. Ao invés disso, pleiteamos que o governo do estado redescubra essa região e trate Colniza como parte integrante do território mato-grossense”, finalizou

A deputada Janaína Riva (MDB) tem sido uma voz firme na defesa dos interesses do noroeste do Estado. Ela luta com unhas e dentes pela retomada das obras da BR-174 e pela federalização das rodovias MT-208 e MT-313. No final do mês de maio, o vice Otaviano Pivetta esteve em Aripuanã para debater com os prefeitos da região a recuperação de estradas. O deputado federal Juarez Costa também esteve presente.

Para os proximos dias, a senadora Selma Arruda (PSL) deve receber as lideranças do noroeste do estado para tratar da federalização das rodovias estaduais e ajudar acelerar as obras da BR-174. O prefeito de Aripuanã, Jonas Canarinho, deve mobilizar as lideranças políticas e empresariais para o encontro com a senadora. 

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